O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, virou alvo de duras críticas após publicar um vídeo nas redes sociais onde tenta se eximir da responsabilidade pelo corte total da arborização na rua ao lado de um importante prédio público em obras na capital. Na gravação, o gestor adota um tom de indignação e atribui a autoria da destruição ambiental a uma suposta autorização isolada de um servidor municipal, afirmando que o ato "não combina com a gestão". A estratégia, no entanto, foi amplamente recebida como um ato de cinismo administrativo e infantilidade política pela população, evidenciando que o prefeito busca apenas capitalizar digitalmente em cima de crises em vez de assumir as rédeas do município.
O cenário da destruição fica ao lado do histórico edifício de propriedade do Governo do Estado, que atualmente passa por reformas e abriga o Sine estadual — órgão público responsável pela emissão de carteiras de trabalho e intermediação de empregos —, espaço que por muitos anos também sediou a antiga LBA (Legião Brasileira de Assistência) e diversas secretarias estaduais. A postura de transferir a culpa para o funcionalismo público diante de um patrimônio tão tradicional expõe uma grave fragilidade institucional: ou o prefeito padece de uma total falta de controle sobre o próprio secretariado, ou atua com conivência deliberada para depois encenar surpresa na internet. Críticos apontam que o episódio reforça a falta de preparo e de maturidade de Abilio para administrar Cuiabá, uma vez que o papel de um líder eleito é prevenir o dano, e não produzir conteúdos teatrais para as redes sociais após a cidade já ter sido severamente prejudicada.
Teatro Político: Abilio tenta se esquivar de culpa em vídeo após corte criminoso de árvores em Cuiabá, mas população reage a 'cinismo'
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