Em uma declaração contundente que sacudiu os bastidores políticos de Mato Grosso, o ex-governador Pedro Taques subiu o tom contra as principais autoridades e órgãos de fiscalização do Estado. Ao ser questionado se suas falas transmitiam uma "impressão" de omissão por parte das instituições, Taques foi categórico ao afirmar que não trabalha com suposições, mas sim com a certeza de documentos que apontam conivência com desvios em contratos milionários, citando nominalmente o Procurador-Geral de Justiça, Rodrigo Januário, e a Controladoria-Geral do Estado (CGE).
O ex-governador disparou críticas severas à condução das investigações da Operação Espelho, que apura fraudes na saúde pública, acusando os órgãos de mascararem a origem federal dos recursos desviados para blindar aliados. Taques também mirou em obras de infraestrutura e turismo que sofreram explosões orçamentárias absurdas — como projetos que saltaram de R$ 150 milhões para R$ 2 bilhões e a polêmica construção de uma roda-gigante de R$ 70 milhões —, defendendo que seus posicionamentos não são ataques gratuitos, mas sim o exercício legítimo da crítica democrática diante do que chamou de dívida dessas instituições com a sociedade mato-grossense.
Em entrevista bombástica, Pedro Taques eleva o tom contra cúpula do MPE e órgãos de controle em MT: "Não é impressão, é certeza"
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