Em depoimento à Assembleia, integrantes da Procuradoria do Estado revelaram, na prática, que optaram por não esgotar as possibilidades jurídicas para defender o interesse público no caso da Oi, preferindo um acordo que transferiu R$ 308 milhões dos cofres estaduais para um grupo privado. Ao admitir que “poderia ter brigado até o fim”, mas escolheu não fazê-lo, o procurador expôs uma postura marcada pela acomodação, falta de combatividade e submissão ao risco calculado, ainda que isso significasse sacrificar recursos que poderiam ir para saúde, educação e assistência jurídica aos mais pobres. Pior: o dinheiro acabou direcionado a fundos ligados ao governador Mauro Mendes e ao então chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, levantando dúvidas graves sobre conflito de interesses. A tentativa de justificar a omissão com o argumento do “risco de sucumbência” soa como desculpa técnica para encobrir fragilidade institucional, enquanto a própria Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso se mostra incapaz de explicar por que abriu mão de lutar até o fim pelo patrimônio público.
Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, procuradores admitem omissão no caso Oi S.A. e empurram prejuízo de R$ 308 milhões para a população
·
1 minuto de leitura