Wilson Santos desmonta versão oficial sobre acordo da Oi e expõe falhas graves da PGE: “R$ 308 milhões viraram R$ 80 milhões e ninguém explica”

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Wilson Santos desmonta versão oficial sobre acordo da Oi e expõe falhas graves da PGE: “R$ 308 milhões viraram R$ 80 milhões e ninguém explica”

Durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado estadual Wilson Santos fez duras críticas à condução do acordo firmado entre o Governo do Estado e a Oi, envolvendo o pagamento de R$ 308 milhões. Segundo o parlamentar, a oitiva dos procuradores não trouxe respostas concretas e revelou falhas graves, incluindo a ausência de publicação do extrato do acordo no Diário Oficial, prática obrigatória para garantir transparência e controle social.

Wilson destacou que o próprio comando da Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso admitiu irregularidades no processo, reforçando a suspeita de que o Estado não agiu com a devida diligência. Para ele, permanece sem esclarecimento se houve ou não prescrição do prazo para recurso da empresa, o que pode ter fragilizado a posição jurídica do governo e causado prejuízo direto aos cofres públicos.

O deputado classificou como “inaceitável” a sequência financeira do acordo: a Oi teria reivindicado cerca de R$ 580 milhões, aceitado R$ 308 milhões e, posteriormente, negociado esse crédito por aproximadamente R$ 80 milhões no mercado. “Nenhuma criança entende isso”, afirmou, apontando possível incompetência administrativa ou falha grave na negociação. Para Wilson, a operação revela um desequilíbrio evidente entre o interesse público e a vantagem obtida pela empresa.

Diante das contradições, o parlamentar afirmou que a Assembleia não aceitará o encerramento do caso sem acesso integral aos documentos, pareceres técnicos e contratos envolvidos. Ele anunciou que novos agentes públicos serão convocados e que a investigação seguirá até que sejam identificados os responsáveis pelas decisões. “Não estamos falando de erro pequeno. Estamos falando de centenas de milhões de reais e de um acordo feito sem transparência”, concluiu.