O ministro dos Transportes, George Santoro, deu uma resposta direta às críticas do Governo de Mato Grosso e de lideranças do Estado que tentam empurrar para o Governo Federal e para o Ibama a culpa por atrasos em obras de infraestrutura.
Durante agenda em Dom Aquino, no último sábado (20), Santoro afirmou que não há mais obra federal parada em Mato Grosso por problema de licenciamento ambiental e criticou o excesso de discurso político em torno do tema.
“Acho que há muita conversa, muita lorota, muita bravata. Tem que trabalhar. E a gente está trabalhando”, disse o ministro.
A fala atinge em cheio o discurso adotado por nomes como o ex-governador Mauro Mendes, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e o governador Otaviano Pivetta, que têm usado o Ibama e Brasília como alvos preferenciais quando o assunto é atraso em obra.
A contradição é evidente. O mesmo Governo de Mato Grosso que critica o Governo Federal também depende de recursos, autorizações, parcerias e empréstimos ligados a Brasília para tocar projetos estratégicos. Na hora de buscar dinheiro, o governo federal serve. Na hora de explicar atraso, vira culpado.
Santoro citou a BR-158 como exemplo e afirmou que o Governo Federal já entregou 10 quilômetros, com previsão de mais 30 quilômetros ainda neste ano. O ministro também disse que a Ferrogrão está na fase final de análise no TCU e que pretende voltar a Mato Grosso para publicar o edital.
A declaração desmonta a narrativa de que tudo está parado por culpa do Ibama. Segundo Santoro, antes de apontar o dedo para o órgão ambiental, é preciso saber se os estudos foram bem apresentados e se as alternativas técnicas foram analisadas.
No fim, a fala do ministro deixa um recado claro ao Governo de Mato Grosso: menos bravata, menos transferência de culpa e mais trabalho.