O Passado o Condena: Atual Presidente da Nova Rota do Oeste Esconde Rastro de Obras Inacabadas Atrás de Discurso Arrogante contra Ministro dos transportes

· 1 minuto de leitura
O Passado o Condena: Atual Presidente da Nova Rota do Oeste Esconde Rastro de Obras Inacabadas Atrás de Discurso Arrogante contra Ministro dos transportes

O atual diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Marcelo Padeiro, disparou duras críticas contra a comitiva do governo federal que esteve em Mato Grosso para inaugurar um trecho de 12 quilômetros de asfalto na BR-158. Em um discurso inflamado e carregado de um falso tom heroico, Padeiro chegou a sugerir que a rodovia fosse repassada ao estado, afirmando que o ministro "deveria ter vergonha" de vir de Brasília para entregar uma extensão tão curta. A fala, de forte teor político e regionalista, tenta colocar a gestão estadual em um patamar de eficiência que contrasta fortemente com o próprio histórico de seu porta-voz.
Por trás do tom arrogante e da cobrança ruidosa ao Palácio do Planalto, esconde-se a biografia de quem comandou a Secretaria de Infraestrutura de Mato Grosso (Sinfra) pelos últimos sete anos e colecionou episódios controversos. Críticos e opositores não demoraram a lembrar o rastro de problemas atribuídos à sua gestão na pasta: o encerramento definitivo do projeto do VLT, a questionada transição para o BRT, o polêmico manejo e degradação em pontos turísticos e ambientais como o Morro de Santo Antônio e o Portão do Inferno, além de estradas estaduais que apresentam desgaste asfáltico severo com menos de dois anos de inauguradas e a falta de entrega de hospitais prometidos no interior do estado.
O episódio revela o que adversários políticos apontam como uma gritante falta de autoridade moral para cobrar celeridade e excelência de entes federais. Ao usar um palanque institucional para atacar o governo central sob o pretexto de defender a "valentia e o heroísmo" do povo mato-grossense e cuiabano, Padeiro tenta desviar o foco da lentidão que também assombra as rodovias sob sua responsabilidade direta, a exemplo de trechos críticos e ainda inacabados da BR-163. O discurso ofensivo, em vez de demonstrar liderança, acabou por reavivar a memória pública sobre as falhas estruturais que o próprio gestor deixou como herança no estado.