O jogador que nunca perde: a posição ultra-confortável de Maurinho Carvalho que desperta desconfiança geral nos bastidores

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O jogador que nunca perde: a posição ultra-confortável de Maurinho Carvalho que desperta desconfiança geral nos bastidores

Nos bastidores da política mato-grossense, o pragmatismo de Mauro Carvalho, o "Maurinho", tornou-se o principal tema de debate e desconfiança entre os grupos que disputam o governo do Estado. Na condição de secretário da Casa Civil, coordenador da campanha de Otaviano Pivetta e, simultaneamente, primeiro suplente do senador Wellington Fagundes, Maurinho desenhou para si um cenário de ganho absoluto: se Pivetta vencer, ele segue como o homem forte do Palácio Paiaguás; se Wellington Fagundes for o vitorioso, ele herda uma cadeira de quatro anos no Senado Federal. Essa matemática perfeita do "ganha-ganha" faz com que interlocutores se perguntem a quem, afinal, Maurinho serve e qual é o seu verdadeiro projeto, já que seu futuro político está blindado independentemente do resultado das urnas.
Fontes de bastidores revelam que essa posição de total conforto começou a acender um sinal de alerta entre os aliados, alimentando a percepção de que o articulador prioriza estritamente um projeto pessoal em detrimento dos grupos que representa. A grande incógnita que circula nos corredores políticos é se é possível confiar plenamente na condução de um estrategista que tem na derrota do seu atual chefe o passaporte para o maior prêmio de sua carreira pública. Em uma eleição onde todos jogam o próprio destino, Maurinho Carvalho consolidou-se como o único ator que transformou o risco político em um negócio onde perder também significa vencer.