O modal de transporte que substituirá o consórcio do VLT em Cuiabá e Várzea Grande continua gerando divergências técnicas. O pré-candidato ao Governo do Estado pelo Mobiliza, Maurício Coelho, criticou duramente a implementação do BRT, afirmando que a engenharia estadual pecou por soberba ao ignorar as características topográficas e a largura das avenidas da região metropolitana.
Para o empresário, o BRT exige faixas exclusivas e pistas de rolamento muito amplas, comuns em capitais como Belo Horizonte e Rio de Janeiro, mas incompatíveis com a malha viária estreita da Baixada Cuiabana. Coelho alertou que o isolamento das pistas centrais para os ônibus articulados provocará o estrangulamento das faixas remanescentes, resultando em um aumento do congestionamento logo após a entrega oficial da obra.
O candidato do Mobiliza lamentou o descarte do projeto original do VLT, defendendo que o veículo leve sobre trilhos se adaptaria melhor ao fluxo urbano local, a exemplo do modelo adotado na cidade de Santos (SP). A crítica foi estendida ao ritmo de execução das obras públicas do atual mandato, sinalizando a necessidade de auditorias técnicas rigorosas nas estruturas entregues na capital.
Maurício Coelho aponta erros de engenharia no BRT e prevê piora no trânsito de Cuiabá após inauguração
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