A permanência de Sílvio Fidelis na Secretaria de Governo de Várzea Grande tornou-se insustentável após o desgaste provocado pelo choque entre o discurso de "mudança" e a realidade administrativa. A prefeita Flávia Moretti, que fundamentou sua vitória sobre Kalil Baracat na promessa de varrer velhas práticas, surpreendeu aliados e eleitores ao nomear justamente o ex-secretário de Educação da gestão anterior — a quem ela própria denunciou por supostos desvios no transporte escolar. Essa manobra política gerou um profundo mal-estar na base de apoio que esperava uma renovação total, transformando a presença de Sílvio em um símbolo de contradição que fere a identidade do novo governo.
Atualmente, o secretário vive o isolamento de quem não pertence a lugar nenhum: perdeu o respeito dos antigos aliados de Kalil e não conquistou a confiança do núcleo duro da gestão Moretti. Sem autoridade perante o secretariado e visto com desconfiança pelos militantes que pediram votos contra o grupo que ele representava, Fidelis vaga pela prefeitura como uma "alma penada" política. O cenário é de total perda de governabilidade interna, evidenciando que a tentativa de conciliar o passado denunciado com o presente da "mudança" apenas resultou em um secretário sem pasta real e sem respaldo moral dos dois lados da moeda.
Isolado e sem autoridade: Sílvio Fidelis se torna o "corpo estranho" na gestão Flávia Moretti
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