A capital mato-grossense vive hoje o reflexo de uma gestão que priorizou a desconstrução em detrimento da mobilidade urbana e do bem-estar social. Ao "esbagaçar" o projeto do VLT para impor um BRT que se arrasta sem cronograma claro e projetos transparentes, o governador Mauro Mendes deixou uma cicatriz profunda no coração de Cuiabá, rasgando avenidas e estrangulando o trânsito. Esse rastro de destruição se estende ao descaso com o Portão do Inferno e à entrega de equipamentos públicos, como o Parque Novo Mato Grosso, à gestão da elite financeira, enquanto o funcionalismo público amargou anos de perseguição e desvalorização sob sua batuta.
O cenário torna-se ainda mais ultrajante com a confirmação de que Mendes pretende abandonar o governo antes do fim do mandato para buscar o "bem-bom" de uma cadeira no Senado, em Brasília. Deixar Cuiabá cortada ao meio, mergulhada no caos de obras inacabadas e promessas vazias, revela um oportunismo político que ignora o sofrimento da população local. Enquanto o governador projeta sua zona de conforto na capital federal, o povo cuiabano permanece com o ônus de uma cidade desfigurada e uma gestão que, após esbagaçar a capital, opta pela fuga estratégica em busca de mais poder.
Cuiabá Esbagaçada: O Legado de Obras Inacabadas e a Fuga de Mauro Mendes para disputar eleição para o Senado
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