Escândalo em Cuiabá: Emanuel Pinheiro aciona MP e TCE, e acusa Abílio Brunini de usar máquina pública para inflar redes sociais

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Escândalo em Cuiabá: Emanuel Pinheiro aciona MP e TCE, e acusa Abílio Brunini de usar máquina pública para inflar redes sociais

O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, protocolou uma representação formal junto ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) contra o atual gestor da capital, Abílio Brunini. A denúncia, registrada na Ouvidoria Geral do órgão, aponta para uma suposta estratégia irregular de aparelhamento da estrutura da Secretaria Municipal de Comunicação. De acordo com o documento, a atual gestão estaria utilizando a máquina pública de forma desvirtuada para promoção pessoal do chefe do Executivo. 
A acusação detalha que servidores públicos comissionados e especializados da área de comunicação estariam sendo desviados de suas funções institucionais. Em vez de focarem estritamente na publicidade oficial e transparente do município, esses profissionais estariam atuando diretamente no planejamento, produção de conteúdo, filmagens e cobertura técnica para abastecer as redes sociais e o perfil pessoal de Abílio Brunini. O texto encaminhado ao promotor de Justiça classifica a conduta como uma afronta direta aos preceitos da administração pública. 
Para embasar a denúncia, foram anexadas publicações da Gazeta Municipal que comprovam as nomeações comissionadas, além de capturas de tela e vídeos publicados no perfil pessoal do atual prefeito. Entre os nomes formalmente citados na representação estão os dos servidores Ana Karla Ataide Aires Costa Perdigão, Gustavo Messias Alves, Lucas Acrísio de Pinho e Jeziel Arruda Monteiro. O material gráfico aponta esses funcionários atuando como apoio técnico e realizando filmagens em eventos paralelos à comunicação oficial. 
Ao provocar o Ministério Público, Emanuel Pinheiro argumenta que a conduta do atual gestor pode configurar grave ofensa aos princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade administrativa, além de indicar um potencial desvio de finalidade de recursos custeados pelo erário. A representação solicita que o órgão adote as devidas providências de fiscalização e controle para apurar rigorosamente os fatos narrados e, caso as irregularidades sejam confirmadas, promova a devida responsabilização dos envolvidos.