Apesar da Força de Max Russi, Podemos é Isolado e Fica sem Espaço nas Chapas de Pivetta e Fagundes

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Apesar da Força de Max Russi, Podemos é Isolado e Fica sem Espaço nas Chapas de Pivetta e Fagundes

O Podemos caminha para consolidar sua capilaridade em Mato Grosso, impulsionado pela liderança do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi — cotado para alcançar uma votação histórica como o deputado estadual mais votado —, além de projeções robustas de eleger pelo menos cinco deputados estaduais e um federal. No entanto, o gigantismo proporcional do partido não tem se traduzido em prestígio na articulação das chapas majoritárias. A legenda se vê surpreendentemente isolada e sem espaço nos dois principais blocos que disputam o Palácio Paiaguás, um cenário que causa estranheza e acende o alerta na classe política do estado, evidenciando um vácuo de poder na esfera majoritária para a sigla de Russi.
Por outro lado, o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta, demonstra extrema habilidade e pragmatismo ao desenhar sua chapa de forma estratégica e fechada. Focado em consolidar alianças de peso, Pivetta prioriza uma indicação feminina vinda do União Brasil ou o alinhamento com o deputado federal Fábio Garcia, nome umbilicalmente ligado ao ex-governador Mauro Mendes. Com critérios claros e foco em manter o núcleo duro de seu grupo político coeso, o atual governador avança na consolidação de seu projeto de poder, blindando o espaço majoritário contra pressões externas e deixando o Podemos de fora dos planos imediatos para o Executivo.
Na mesma linha de consolidação e força política, o senador e pré-candidato ao governo, Wellington Fagundes, estruturou uma engenharia eleitoral robusta e praticamente intocável, fechando as portas de vez para as pretensões do Podemos. Fagundes prioriza o MDB para a vaga de vice, mirando a ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, e já definiu o produtor rural Odílio Balbinote para a suplência do deputado federal José Medeiros. Com a iminente atração da deputada estadual Janaina Riva e o nome do advogado Frange na mesa, o bloco de Fagundes se consolida como uma fortaleza blindada. Esse cenário de chapas completas e hipervalorizadas tanto com Pivetta quanto com Fagundes mostra o paradoxo do Podemos: um gigante em votos proporcionais, mas politicamente preterido e sem cadeira na mesa principal do poder majoritário mato-grossense.