A corrida pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá transformou o plenário em um verdadeiro ringue político, onde os debates institucionais frequentemente dão lugar a trocas de ofensas pessoais. Durante a sessão desta terça-feira (9), o vereador Ilde Taques (Podemos) subiu o tom e chamou abertamente o colega Demilson Nogueira (PP) de "puxa-saco" do prefeito Abilio Brunini (PL), criticando a forte vocação governista do parlamentar na base aliada. Demilson rebateu de imediato, afirmando que não aceitaria servir de "sparring" para inflar o crescimento político do adversário em meio às articulações de bastidores.
Esse novo desentendimento é apenas mais um capítulo de uma sequência de sessões com os ânimos exaltados na capital mato-grossense. Há poucas semanas, o clima já havia azedado quando o vereador Ranalli usou o termo homofóbico "baitola" para se referir a Daniel Monteiro, um episódio que chegou a ser tratado como "piada" por alguns, mas que revelou a falta de respeito no parlamento. Com o sangue fervendo entre os parlamentares, o pano de fundo de toda essa agressividade é a intensa resistência à reeleição da atual presidente Paula Calil (PL), o que tem fragmentado os blocos políticos e transformado a sucessão da Mesa Diretora em um cenário de guerra aberta.
Entre termos como "baitola" e "puxa-saco", clima esquenta na Câmara de Cuiabá com disputa pela Mesa Diretora
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