A recente deflagração da Operação Gemini pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), disparou um alerta nos bastidores jurídicos de Lucas do Rio Verde. Fontes do setor apontam que o material apreendido na última segunda-feira — que inclui mídias digitais e documentos — passará por uma rigorosa perícia técnica. Caso fiquem comprovadas conexões financeiras ou telemáticas ilícitas, bancas de advocacia que até há pouco tempo ostentavam forte trânsito e prestígio na corte estadual podem se tornar os próximos alvos de novos desdobramentos e fases da apuração policial.
Embora as investigações tramitem sob sigilo e nenhuma banca da região tenha sido formalmente acusada ou nominada pelas autoridades até o momento, o clima no meio jurídico regional é de extrema cautela. Juristas alertam que a extensão da fiscalização sobre os sigilos bancário e fiscal tende a mapear detalhadamente a rota de intermediários no interior do estado, o que gera forte expectativa quanto aos próximos passos da PF. A assessoria do Tribunal de Justiça e as defesas dos investigados na primeira fase reforçam que o processo segue os ritos legais, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa de todos os citados ao longo do inquérito.
Desdobramentos de operação da PF sobre venda de sentenças em MT podem mirar escritórios de advocacia de Lucas do Rio Verde
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