Denúncia na CGE, exige afastamento imediato do Presidente da MTPAR Wener Santos e aponta esquema de R$ 208 milhões no Autódromo de Cuiabá

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Denúncia na CGE, exige afastamento imediato do Presidente da MTPAR Wener Santos e aponta esquema de R$ 208 milhões no Autódromo de Cuiabá

O advogado e ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, protocolou uma representação bombástica na Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) exigindo o afastamento imediato do diretor-presidente da MTPAR, Wener Klesley dos Santos. A denúncia aponta uma grave violação sistêmica do programa de integridade pública estadual, classificando as ações da autarquia como um "compliance de fachada". O documento detalha o direcionamento e fraudes em licitações nos contratos bilionários voltados às obras do Autódromo Internacional de Cuiabá, que já somam mais de R$ 208 milhões e beneficiam diretamente a empresa MTSUL Construções Ltda.
A peça jurídica expõe uma intrincada e suspeita rede de relações familiares e societárias ocultas. De acordo com a representação, Wener Santos assinou contratos e aditivos extravagantes sem declarar conflito de interesses, favorecendo a empreiteira cujo corpo diretivo possui elos privados com seus irmãos, o empresário José Wagner dos Santos e o presidente da Concessionária Rota do Oeste, "Cidinho" Santos. A acusação ganha contornos ainda mais alarmantes ao revelar que empresas interpostas foram criadas em perfeito sincronismo cronológico com os atos públicos, operando no mesmo endereço para supostamente camuflar o desvio de finalidade e o nepotismo.
Além do rombo financeiro e do favorecimento ilícito, Taques ressalta a irresponsabilidade da gestão no episódio da infraestrutura precária e incompleta entregue para a Stock Car em novembro de 2025. A estrutura, inaugurada às pressas por pura promoção política, colapsou durante um temporal, deixando feridos e gerando pânico. Como resposta ao desastre e em total afronta à moralidade administrativa, a MTPAR assinou, dias depois, aditivos de mais de R$ 10 milhões com a própria empresa responsável pela obra malfeita, consolidando o que o documento qualifica como um cenário explícito de improbidade e corrupção.