A proposta do prefeito Abilio Brunini (PL) de fixar em 200 m² o tamanho mínimo dos lotes urbanos pode dificultar a construção de casas populares em Cuiabá. Embora a gestão venda a medida como melhoria na qualidade das moradias, a regra pode encarecer os projetos e reduzir o número de famílias atendidas pelo Minha Casa Minha Vida.
Na prática, quanto maior o terreno exigido, menor a quantidade de casas construídas em uma mesma área. Isso pode afastar empreendimentos habitacionais, aumentar custos e atrasar ainda mais o sonho da casa própria para famílias de baixa renda.
Abilio afirma que não aceitará casas pequenas na Capital, mas o discurso pode virar apenas frase de efeito. O problema é que, em vez de facilitar a moradia popular, a Prefeitura cria uma nova exigência que pode travar projetos justamente para quem mais precisa.
Se a proposta avançar sem ajustes, Cuiabá corre o risco de ter menos casas populares, mais famílias no aluguel e mais gente esperando por uma política habitacional que deveria incluir, e não dificultar.