Abilio tenta 'sequestrar' camisa do Brasil para esconder crise na Educação

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Abilio tenta 'sequestrar' camisa do Brasil para esconder crise na Educação

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), vem tentando apostar em frases de efeito e polêmicas para as redes sociais, desta vez usando Neymar, petistas e a camisa verde e amarela da Seleção Brasileira como munição política.

“Torço para que o Neymar faça o maior número de gol para que o petista fique com raiva... e a gente vai ver petista vestir camisa verde e amarela.....”, disse o prefeito, em tom de provocação.

A fala, no entanto, escancara mais uma tentativa de transformar um símbolo nacional em propriedade ideológica. A camisa verde e amarela não pertence a Bolsonaro, a Lula, à direita ou à esquerda. Pertence ao Brasil.

Mesmo assim, Abilio insiste em usar a Seleção como extensão de palanque político, numa estratégia já conhecida: criar polêmica, viralizar nas redes sociais e tentar pautar o debate público com provocações.

O problema é que, desta vez, a cortina de fumaça já não cola com tanta facilidade.

Enquanto o prefeito tenta emplacar frases para TikTok, a Educação de Cuiabá virou alvo de auditoria do Tribunal de Contas do Estado. O presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, determinou investigação sobre denúncia de suposta pedalada fiscal de R$ 100 milhões na área da Educação.

A apuração mira a possível retenção de recursos da área educacional, situação que, se confirmada, pode ter comprometido a execução financeira da rede municipal de ensino.

A polêmica sobre Neymar, petistas e camisa da Seleção pode até render cortes para redes sociais, mas não apaga a gravidade da investigação que agora ronda a gestão Abilio.

O prefeito, que se elegeu explorando o discurso de moralidade e fiscalização, agora vê sua própria administração sob suspeita em uma das áreas mais sensíveis da gestão pública: a Educação.

A tentativa de transformar tudo em meme pode funcionar por algum tempo. Mas, diante de uma auditoria sobre R$ 100 milhões, a população cobra mais do que piadas, provocações e lacração digital.

Cuiabá quer resposta.

E, nesse jogo, não é Neymar quem precisa fazer gol. É Abilio quem precisa explicar o que aconteceu com o dinheiro da Educação.

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