CAOS AMBIENTAL: Prefeitura de Cuiabá autoriza derrubada de árvores no Araés, mas envia fiscalização após denúncia

· 1 minuto de leitura
CAOS AMBIENTAL: Prefeitura de Cuiabá autoriza derrubada de árvores no Araés, mas envia fiscalização após denúncia

A gestão urbana em Cuiabá parece ter entrado em rota de colisão com a preservação ambiental, transformando a retirada de vegetação nativa em uma verdadeira "festa" com as bênçãos do próprio poder público. A Prefeitura Municipal voltou a ser alvo de pesadas críticas após a liberação para a erradicação de diversas árvores adultas na capital. O ato causou profunda indignação em moradores e defensores da natureza, que classificam o cenário como um total retrocesso ecológico. Este já é o segundo escândalo recente dessa natureza na cidade: o primeiro caso ocorreu na Rua Baltazar Canavarros e, agora, a destruição se repete de forma predatória no Bairro Araés, escancarando a falta de rumo e de planejamento técnico da administração do prefeito Abílio Brunini.
Desta vez, o rastro de destruição foi registrado no cruzamento da Rua Desembargador José de Mesquita com a Rua Eulálio Guerra, no Bairro Araés. Conforme revelam os documentos oficiais, a própria prefeitura chancelou a retirada de dez árvores frondosas que garantiam o conforto térmico e serviam de abrigo para a fauna local. Em uma demonstração explícita da "bagunça" administrativa que se instalou na gestão, o mesmo município que permitiu o corte foi acionado por meio de denúncias da população revoltada. Diante do clamor público, fiscais da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP) foram enviados ao local para realizar uma vistoria e averiguar o cumprimento das obrigações de reposição.
O vaivém institucional e a contradição de emitir licenças para depois enviar equipes de fiscalização evidenciam o descontrole que impera nas políticas ambientais de Cuiabá. A comunidade e os movimentos ecológicos exigem respostas claras, apontando que a prefeitura bate cabeça enquanto o patrimônio verde da cidade é dizimado para dar lugar a tapumes e interesses imobiliários. Resta agora saber se a SORP aplicará punições exemplares ou se a conivência do Palácio Alencastro continuará permitindo que o ecossistema cuiabano seja destruído sem critérios transparentes.