Em meio a uma crise política crescente, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, adotou uma estratégia agressiva para tentar blindar sua gestão do suposto desvio de R$ 80 milhões na compra de livros didáticos. Em claro sinal de desespero, Abilio agora responsabiliza diretamente o ex-secretário Amauri Monge pelo rombo na Educação, inflamando os bastidores locais ao denunciar o próprio grupo político, já que Monge é historicamente ligado ao atual governador do Estado, Otaviano Pivetta e ao ex-secretário de estado de educação Alan Porto. Interlocutores apontam que, antes do rompimento, o prefeito havia dado "carta branca" e superpoderes ao secretariado, e agora corre contra o tempo para transferir a culpa e evitar que o desgaste respingue no Palácio Alencastro.
A tensão no gabinete municipal aumentou drasticamente com a iminência de um novo escândalo envolvendo o remanejamento de R$ 78 milhões. O montante, que originalmente deveria custear o programa "Criança Inclusiva", foi retirado por Abilio de sua finalidade social para tapar buracos no orçamento, sendo utilizado no pagamento de folha salarial e outras despesas correntes da máquina pública. A estratégia do prefeito de mirar em Amauri Monge e no grupo de Pivetta tenta antecipar o impacto das investigações, enquanto a oposição e os órgãos de fiscalização já começam a cruzar os dados desses repasses e do esvaziamento dos fundos da inclusão infantil.
Abilio em rota de colisão: Prefeito culpa ex-secretário Amauri Monge, aliado de Pivetta, por suposto rombo de R$ 80 milhões
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