TRAIÇÃO POLÍTICA: Abílio Brunini desmoraliza próprio líder na Câmara e empurra Dilemário Alencar para a oposição

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TRAIÇÃO POLÍTICA: Abílio Brunini desmoraliza próprio líder na Câmara e empurra Dilemário Alencar para a oposição

O cenário político na capital mato-grossense sofreu um forte abalo nesta Quarta-feira (13), com a renúncia oficial do vereador Dilemário Alencar (UB) ao cargo de líder do prefeito Abílio Brunini na Câmara Municipal de Cuiabá. A entrega do ofício nº 062/2026, protocolada pessoalmente nas mãos de Abílio, expõe uma ferida aberta no núcleo duro do governo municipal. O movimento ocorre após o prefeito ignorar as pretensões de seu então líder e articular abertamente pela reeleição da atual presidente da Casa, Paula Calil, inclusive com manobras para alterar o regimento interno que hoje proíbe a recondução.
A decisão de Brunini em escantear seu principal articulador político para manter o controle absoluto sobre o Legislativo — através de uma presidência considerada "submissa" e de fácil comando — gerou uma desmoralização pública para Dilemário perante seus pares. Nos bastidores, a sensação é de que a lealdade demonstrada pelo vereador ao longo de quase um ano e meio de gestão foi retribuída com ingratidão política. Ao preterir um aliado experiente em favor de um projeto personalista, Abílio não apenas enfraquece sua base, mas cria um adversário que conhece as vísceras da administração municipal.
Agora, o distanciamento entre o Palácio Alencastro e o vereador é visto como o primeiro passo para uma adesão formal ao bloco oposicionista. Sem o dever de defender as pautas do Executivo, Dilemário Alencar ganha liberdade total para criticar a gestão e buscar apoio entre os parlamentares descontentes com o modo centralizador de Abílio Brunini governar. A perda do líder não é apenas um desfalque técnico na articulação de leis; é o prenúncio de uma oposição fortalecida que pode inviabilizar projetos cruciais do prefeito no momento mais crítico do mandato.