Abílio estraga a festa, é vaiado na Praça Popular e povo clama: "Volta, Emanuel!"

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Abílio estraga a festa, é vaiado na Praça Popular e povo clama: "Volta, Emanuel!"

O clima de celebração na Praça Popular transformou-se em revolta na noite de ontem, quando o prefeito Abílio Brunini interrompeu abruptamente um show surpresa de uma renomada dupla sertaneja. Os artistas, que se deslocaram de Primavera do Leste exclusivamente para presentear o público cuiabano, foram impedidos de se apresentar por uma intervenção direta do prefeito. A atitude, classificada por muitos como autoritária e desorientada, silenciou a música e gerou um coro imediato de indignação: sob uma chuva de vaias, os presentes não pouparam críticas, fazendo ecoar gritos de "fora daqui" e o nostálgico "volta, Emanuel", evidenciando o descontentamento com a atual gestão.
Enquanto a prefeitura agia para encerrar o evento, a postura do empresariado local serviu como um contraponto de resiliência e compromisso com o desenvolvimento da capital. O proprietário do bar Original, responsável por articular a atração que atraiu centenas de pessoas ao local, demonstrou que, apesar dos obstáculos impostos pela administração municipal, ainda acredita no potencial turístico e econômico de Cuiabá. O investimento em entretenimento de qualidade e a tentativa de proporcionar um momento de lazer gratuito à população foram enaltecidos pelos frequentadores, que veem no setor privado o verdadeiro motor que mantém a cidade viva diante do que chamam de despreparo técnico do Executivo.
A reação popular na Praça Popular marca um dos momentos mais tensos da relação entre Abílio e os moradores da região central. O episódio reforça a percepção de uma gestão que, em vez de fomentar a cultura e apoiar quem investe na cidade, opta pelo confronto e pela proibição. Ao expulsar a alegria de um espaço público, Brunini não apenas frustrou os fãs da dupla sertaneja, mas também uniu o povo e os empresários em um sentimento comum de abandono e saudade de tempos em que o diálogo e o incentivo ao comércio local eram prioridades, deixando claro que a cidade clama por uma liderança que saiba construir em vez de apenas interditar.

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