O Secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Luiz Gallo, viu-se no centro de uma polêmica após a revelação de que fundou a empresa Guatá Estruturação de Projetos e Assessoria. A denúncia, trazida a público pelo site Minuto MT, de Rondonópolis, apontou que o objeto social da empresa incluía atividades como assessoria em gestão fiscal, modelagem de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), áreas que possuem relação direta com as competências da secretaria que ele comanda no governo Mauro Mendes.
A empresa foi originalmente constituída em março de 2021, tendo como sócios Gallo e o também servidor público Hugo Fellipe Martins de Lima, ambos com 50% das quotas cada. O quadro administrativo contava ainda com Eduardo Gomes de Souza. No entanto, após a repercussão negativa na imprensa sobre a incompatibilidade ética do CNAE e das atividades da empresa com o cargo público de Gallo, o secretário iniciou um processo de retirada formal do negócio.
Buscando afastar as críticas de uso do cargo para fins privados, Rogério Gallo transferiu sua participação societária para sua esposa, Lucimara Polisel Gonçalves. Além da mudança de titularidade, a empresa passou por uma alteração de nome e objetivo social, transformando-se em Guatá Tecnologia Ltda. Esse movimento de "blindagem" ocorreu simultaneamente à saída de Eduardo Gomes de Souza da administração e à transferência do registro da sociedade para a Junta Comercial de Mato Grosso.
A reestruturação da empresa, agora sob o nome de Lucimara Polisel Gonçalves e mantendo a sociedade com o procurador Hugo Fellipe Martins de Lima, é vista como uma resposta direta às denúncias de que a Guatá poderia atuar em projetos de infraestrutura de interesse do Estado. Embora o contrato social original previsse que a sociedade não atuaria em negócios com o Estado de Mato Grosso, a mudança de nome para o setor de tecnologia e a troca de sócios tentam encerrar o desgaste político gerado pela revelação do site Minuto MT.
Secretário Rogério Gallo transfere empresa para a esposa e muda nome do negócio após denúncia na imprensa de conflito de interesses na SEFAZ
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