Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do Inquérito 1822 alcançou diretamente o núcleo familiar do ex-secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho Júnior, o Maurinho Carvalho, atingindo também suas filhas Isabelle Regina Padilla de Borbon Novis Neves Carvalho Maluf e Camilla Padilla de Borbon Novis Neves Carvalho Arruda, além de seu genro Hélio Palma de Arruda. As investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o grupo esteve envolvido na engenharia financeira e de fundos de participação da chamada "cascata Lotte Word FIDC", estrutura criada para fragmentar e ocultar recursos públicos provenientes do acordo milionário de mais de R$ 300 milhões firmado entre o Governo do Estado e a Oi S.A.
Com base nos indícios reunidos, o ministro relator Flávio Dino determinou a aplicação de severas medidas cautelares contra Maurinho Carvalho, suas filhas e seu genro. A decisão da Suprema Corte decretou o sequestro e bloqueio solidário de bens e valores no teto de R$ 308,1 milhões, o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de todos os citados, além da proibição de deixar o território nacional com o consequente recolhimento dos passaportes e a vedação de manterem contato com os demais investigados no processo.
STF ATINGE FAMÍLIA DE MAURINHO CARVALHO COM BLOQUEIO DE R$ 308 MI E RETENÇÃO DE PASSAPORTES
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