A decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do Inquérito 1822, atingiu em cheio o núcleo familiar do deputado federal Fábio Paulino Garcia, o "Fabinho Garcia". Além do próprio parlamentar, a medida alcançou seu pai, Fernando Robério de Borges Garcia, suas irmãs Fabíola Paulino Garcia Pereira Cardoso e Laura Paulino Garcia. Conforme o relatório da Polícia Federal, o grupo atuava articulado em torno da "cascata Lotte Word FIDC", estrutura financeira interposta e dividida em múltiplos fundos que absorveu metade dos R$ 308,1 milhões pagos pelo Estado de Mato Grosso, convertendo verbas públicas em aportes privados em empresas da família, como a Hotéis Global S.A. e a Parecis Bioenergia.
Para conter o risco de dispersão patrimonial e garantir a instrução probatória, o STF decretou um conjunto de sanções rígidas contra Fabinho Garcia e seus familiares. O ministro determinou o sequestro e bloqueio solidário de bens e ativos bancários até o valor de R$ 308,1 milhões, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os quatro investigados citados. A decisão da Suprema Corte impôs ainda a restrição de locomoção com a retenção dos passaportes e a proibição de deixarem o país, acompanhada da vedação de manterem contato com os demais alvos do processo, preservadas apenas as comunicações estritamente entre familiares.
STF ALCANÇA NÚCLEO FAMILIAR DO DEPUTADO FÁBINHO GARCIA EM INVESTIGAÇÃO DE R$ 300 MILHÕES
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