Silêncio na base: líder de Abílio desaparece após comandar votações que aumentaram impostos em Cuiabá

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Silêncio na base: líder de Abílio desaparece após comandar votações que aumentaram impostos em Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, enfrenta sozinho o desgaste público provocado pelo aumento expressivo de tributos aprovado no início de sua gestão. As matérias que autorizaram a elevação do IPTU — incluindo a concessão de “carta branca” para reajustes — e o aumento de até 67% do ISS no Distrito Industrial passaram pela Câmara Municipal sob articulação direta do líder do governo, vereador Dilemário Alencar. Contudo, após a repercussão negativa dessas medidas, o líder que conduziu as votações simplesmente desapareceu do debate público. Não concede entrevistas, não apresenta justificativas, não faz defesa política das decisões que ele próprio comandou dentro do parlamento.

O silêncio de Dilemário não é apenas ausência de comunicação — é sintoma de isolamento político do próprio prefeito. Sem a sustentação pública de sua base parlamentar, Abílio permanece exposto, respondendo sozinho às críticas, ao lado apenas da esposa-vereadora em sua defesa. Enquanto todos os vereadores governistas votaram favoravelmente aos aumentos, nenhum assume agora a responsabilidade política de explicá-los à sociedade. Em ciência política, isso caracteriza ruptura de coordenação entre Executivo e sua coalizão legislativa — um erro clássico que enfraquece governos no início de mandato. A pergunta que fica é simples: que liderança é essa que conduz votações duras, mas se esconde quando chega a hora de prestar contas?