SERVIDORES PENALIZADOS

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SERVIDORES PENALIZADOS

Gestão Abilio sacrifica servidores da Educação e barra progressão de mais de 50 profissionais A gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) voltou a impor desgaste aos servidores da Educação de Cuiabá. Em uma sequência de portarias publicadas na Gazeta Municipal de segunda-feira (22), a Secretaria Municipal de Educação indeferiu pedidos de elevação de nível de mais de 50 profissionais da rede. Ao todo, levantamento nas portarias aponta 53 indeferimentos de servidores lotados na Educação, entre professores e profissionais da educação infantil. As negativas atingem pedidos de avanço funcional, como mudança de nível por especialização e progressão na carreira. Na prática, a medida representa um freio direto na valorização dos servidores que atuam na base da rede municipal de ensino. Enquanto a Prefeitura tenta vender discurso de reorganização e eficiência, profissionais que aguardavam reconhecimento na carreira acabam ficando pelo caminho. As portarias foram assinadas pelo secretário municipal de Educação interino, Reginaldo Alves Teixeira. Os atos citam a Lei Complementar da Secretaria Municipal de Educação e despachos internos da pasta como fundamento para barrar os pedidos. O problema é que a decisão ocorre em um momento de forte desgaste da Educação municipal. A pasta já vem sendo alvo de cobranças por problemas administrativos, denúncias envolvendo materiais, mudanças internas e instabilidade no comando. Mesmo assim, a gestão escolheu endurecer justamente contra servidores que buscavam elevação funcional. A situação expõe uma contradição. De um lado, a administração fala em melhoria da educação. De outro, nega progressão a dezenas de profissionais que estão dentro das escolas e unidades educacionais, sustentando o funcionamento da rede pública. O impacto político é ainda maior porque a Educação tem sido uma das áreas mais sensíveis da gestão Abilio. Em vez de apresentar um gesto de valorização aos servidores, a Prefeitura publica uma enxurrada de negativas e amplia o clima de insatisfação entre os profissionais da rede. Para os servidores, a mensagem é dura: enquanto a máquina pública segue se reorganizando no alto escalão, quem está na ponta enfrenta portas fechadas quando busca reconhecimento na carreira. Com a sequência de indeferimentos, a gestão Abilio transforma a Educação em novo foco de desgaste. A decisão pode até estar amparada em pareceres internos, mas politicamente reforça a imagem de uma administração que cobra resultados da rede, mas sacrifica os servidores que fazem a educação acontecer.