O que era para ser uma intervenção estratégica na rodovia Emanuel Pinheiro se transformou em um retrato do descontrole administrativo do governo Mauro Mendes. A obra no Portão do Inferno foi licitada, iniciada, teve pagamentos efetuados e, no meio do caminho, foi simplesmente cancelada. O resultado prático é nenhum avanço estrutural, meses de transtorno aos motoristas e um ponto crítico da principal ligação entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães abandonado à própria sorte.
Sem apresentar até agora uma solução definitiva, o governo segue alimentando expectativas com anúncios grandiosos e projetos monumentais, enquanto o problema real permanece aberto, perigoso e sem cronograma confiável de conclusão. O Portão do Inferno, que deveria ser tratado como prioridade técnica e de segurança viária, tornou-se o retrato de uma gestão que prefere propaganda de obras faraônicas a resultados concretos — deixando a população presa em promessas e na insegurança diária da estrada.