Durante entrevista ao programa do deputado estadual Wilson Santos, nesta terça-feira (14), o ex-governador Pedro Taques afirmou que o pagamento de R$ 308 milhões à empresa Oi pelo Governo de Mato Grosso ocorreu em meio a uma sucessão de erros processuais e supostas irregularidades jurídicas. Segundo Taques, a Procuradoria-Geral do Estado teria perdido prazos decisivos, o que resultou na liberação do pagamento. Ele declarou ainda que prepara um “terceiro capítulo” de suas denúncias, no qual pretende apresentar documentos indicando para onde teria sido destinado o valor pago, prometendo revelar em breve os nomes dos envolvidos.
Questionado pelo apresentador se, caso ainda fosse procurador da República, adotaria medidas criminais diante dos fatos que diz possuir, Taques respondeu que pediria a prisão de diversas pessoas envolvidas, alegando haver, segundo ele, elementos suficientes que indicariam práticas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. O ex-governador afirmou que os citados fariam parte do que chamou de “facção dos inhos”, referência irônica a figuras políticas ligadas ao atual grupo no poder, cujos nomes ele disse que divulgará ainda este mês.