Construído com recursos do povo e entregue à gestão do agronegócio, Parque Novo Mato Grosso vira buraco negro financeiro sustentado inteiramente pelos cofres públicos.
A sociedade mato-grossense assiste, com crescente indignação, a transformação do pomposo Parque Novo Mato Grosso em um verdadeiro sorvedouro de recursos públicos que parece não ter fim. Apelidado legitimamente pela população como o "Parque dos Bilionários", o complexo — que foi erguido com a promessa de modernidade e autonomia utilizando o dinheiro dos impostos do cidadão comum — acabou entregue de bandeja para a administração de magnatas do agronegócio, mas continua dependendo do assistencialismo estadual para qualquer movimento que realiza. Em vez de gerar receitas ou demonstrar a mínima capacidade de autossustentação financeira, o espaço consolidou-se como um elefante branco disfarçado, onde o governo estadual atua como um fiador perpétuo de uma estrutura que deveria caminhar com as próprias pernas.
O mais recente exemplo desse absurdo administrativo camuflado de incentivo esportivo foi a realização de uma etapa nacional de skate neste final de semana de junho de 2026. Sob o pretexto de inaugurar pistas e movimentar o local, o governo estadual, por meio de repasse oficial e patrocínio, autorizou a destinação escandalosa de mais de R$ 2 milhões em dinheiro público para bancar os poucos dias de evento. O montante milionário foi inteiramente drenado dos cofres do Estado, evidenciando de forma nua e crua que, sob a cômoda gestão privada dos barões do agro, o parque não produz um centavo de retorno financeiro para se manter sozinho, operando estritamente na base do "o povo paga a conta e a elite colhe os louros".
Essa dependência crônica e a total falta de sustentabilidade do local assustam profundamente a sociedade, que vê serviços essenciais como saúde, educação e segurança pública competirem por orçamento enquanto fortunas são queimadas em um parque puramente estatal nos custos, mas elitizado nos benefícios. A realidade factual é que o Parque Novo Mato Grosso virou uma máquina implacável de comer dinheiro público, onde o governo assume todos os riscos e prejuízos operacionais, blindando os administradores bilionários de qualquer responsabilidade fiscal. Enquanto o caixa do Estado continuar sangrando para cobrir um modelo de negócios falido, o contribuinte mato-grossense continuará sendo obrigado a financiar o lazer e os interesses de uma minoria privilegiada.
