Informações de bastidores obtidas por fontes presentes no encontro conhecido como “Pacto de Camboriú”, realizado no início de janeiro em Balneário Camboriú (SC), apontam que uma das pautas discutidas pelo grupo formado pelo governador Mauro Mendes, grandes empresários do agronegócio de Mato Grosso e empresários catarinenses tratou da chamada “quebra de peso” no transporte de commodities. Segundo relatos, produtores alegam perdas de até 10% no volume de soja, milho e algodão entre os armazéns e os portos de exportação, devido a derramamento de carga nas rodovias. A proposta em debate seria a criação de um mecanismo de compensação estatal para cobrir essas perdas.
A ideia, conforme descrita pelas fontes, é que o governo estadual assuma parte desse prejuízo logístico, sob o argumento de que os produtores “não suportam mais a carga tributária atual”. Na prática, isso significaria socializar o custo de perdas privadas, transferindo ao contribuinte um risco inerente à atividade de transporte de exportação. O encontro — que teve como anfitrião o empresário Cidinho Santos, atual presidente da Nova Rota do Oeste — também teria servido para alinhar o projeto político do grupo para 2026, com a definição de Otaviano Pivetta para o governo e Mauro Mendes para o Senado. Procurados, até o momento, os organizadores do encontro não se manifestaram oficialmente sobre o teor das discussões.