O troco de Max Russi: Como o presidente da ALMT prepara a vitória de Ilde Taques e a derrota de Abílio na capital

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O troco de Max Russi: Como o presidente da ALMT prepara a vitória de Ilde Taques e a derrota de Abílio na capital

O cenário político na Câmara Municipal de Cuiabá começa a desenhar os contornos de uma profunda lição de realismo pragmático, daquelas que os cientistas políticos costumam chamar de "erro de cálculo fatal". Ao escolher o confronto direto com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, o prefeito Abílio Brunini abriu uma frente de batalha que expõe a fragilidade de sua articulação. Russi, um dos mais hábeis enxadristas do poder estadual, entra no circuito não para fazer barulho, mas para demonstrar a distância que separa a eficiência dos bastidores da mera pirotecnia de redes sociais. O movimento projeta o vereador Ilde Taques, do Podemos, como o nome da convergência: uma candidatura robusta, com musculatura política e o respaldo de uma liderança estadual consolidada, pronta para devolver a independência que o Legislativo cuiabano tanto reclama.
Do outro lado desse tabuleiro, o grupo governista assiste ao derretimento de sua própria estrutura. A atual presidente, Paula Calil, que assumiu em 2025 sob o símbolo de uma inédita Mesa Diretora feminina, vê sua gestão ser carimbada como o braço operacional dos caprichos do Palácio Alencastro. O custo de ter entregue as chaves da Casa para o prefeito cobrará o seu preço no pleito interno. Sem o apoio necessário para mudar o Regimento Interno e sem pontes com o restante do parlamento, o projeto de continuidade de Calil — isolado e restrito ao núcleo familiar do prefeito — rui antes mesmo da abertura das urnas. O que se desenha para agosto é uma derrota pedagógica para Abílio Brunini, que verá a principal cadeira do parlamento municipal ocupada por um bloco independente, chancelando Max Russi como o grande artífice do novo equilíbrio de forças na capital.