Em um daqueles momentos da política em que a ironia atinge a maturidade plena, o governador Otaviano Pivetta decidiu inaugurar uma nova cláusula de barreira etária no Palácio Paiaguás. Como mostra o registro de "image.png", Pivetta disparou contra o senador Wellington Fagundes, afirmando não acreditar que a "terceira idade seja o momento" para estrear na gestão do Executivo. O curioso diagnóstico gerontológico chama atenção não apenas pelo critério peculiar de competência, mas pelo fato de partir de alguém que compartilha da exata mesma colheita geracional de seu rival, transformando o debate sucessório em uma calorosa discussão de espelho.
A tese de que o "RG avançado" anula o passaporte para o Executivo cria um paradoxo refinado na política mato-grossense. Ao tentar carimbar o passaporte de Wellington com o selo da aposentadoria administrativa compulsória, o governador parece ter esquecido de olhar o próprio ano de nascimento no espelho. No fim das contas, a declaração deixa no ar uma dúvida cruel para o eleitorado: se a terceira idade é um empecilho tão intransponível para gerir o estado, estamos diante de um autêntico "suicídio político" por tabela ou apenas de um caso clássico de amnésia cronológica em plena pré-campanha?
O feitiço do tempo: Quando um sexagenário decide barrar o outro no parquinho do Executivo
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