Nova crise na saúde de Cuiabá? Justiça cobra explicações e ressuscita fantasma da intervenção municipal

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Nova crise na saúde de Cuiabá? Justiça cobra explicações e ressuscita fantasma da intervenção municipal

A decisão recente exige respostas em 10 dias sobre o descumprimento de acordos e aponta para "agravamento progressivo e estrutural" na gestão pública da capital.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) deu um novo andamento ao processo que discute a situação da saúde pública em Cuiabá. Em despacho recente do Órgão Especial, o município foi intimado a se manifestar, de forma "concreta e objetiva", no prazo de 10 dias, sobre o andamento e o cumprimento de medidas previstas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado anteriormente.
A movimentação processual reacendeu os bastidores políticos da capital, levantando questionamentos sobre a possibilidade de uma nova medida extrema na pasta da saúde, desta vez tensionando os holofotes sobre o início da gestão do prefeito Abilio Brunini.
O que diz a movimentação judicial
O documento do Poder Judiciário foca na cobrança de providências estruturais e no cumprimento integral dos compromissos assumidos pela administração municipal perante o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), autor do pedido de intervenção.
Além do prazo estipulado ao Procurador-Geral do Município, a Justiça determinou o envio de ofícios e documentos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), sob a presidência do conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida. O objetivo é que as informações coletadas sirvam como "subsídios técnicos complementares" para auditorias que já estão em andamento.
"...elementos que apontam para o agravamento progressivo e estrutural da situação da saúde pública do Município de Cuiabá-MT, sem prejuízo da avaliação dos demais aspectos relacionados à governança, gestão, eficiência e regularidade..."
O peso político e técnico
A menção expressa ao "agravamento progressivo e estrutural" acende um sinal de alerta na governança da capital. Segundo os autos, as análises em curso não se limitam apenas ao atendimento imediato nos hospitais e postos de saúde, mas avançam sobre a eficiência administrativa, o cumprimento de metas fiscais e a regularidade geral na prestação do serviço essencial à população.
A cobrança do Judiciário coloca pressão sobre a atual equipe de gestão, que precisará demonstrar, com dados e cronogramas claros, que as falhas históricas apontadas pelo Ministério Público estão sendo sanadas de forma sustentável para evitar desdobramentos jurídicos mais severos.
O espaço segue aberto para as manifestações oficiais da Procuradoria do Município e da Secretaria de Saúde de Cuiabá.