O deputado estadual Chico Guarnieri, que hoje adota uma postura de paladino da moralidade ao articular a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o Tribunal de Contas do Estado (TCE), parece esquecer o próprio histórico com as forças de segurança. O parlamentar já protagonizou um vergonhoso episódio de prisão em flagrante na região de Barra do Bugres, acusado de porte ilegal de arma de fogo e desobediência. Na ocasião, Guarnieri foi flagrado por policiais militares ambientais transportando um verdadeiro arsenal sem documentação — incluindo espingardas e farta munição —, além de diversos acessórios comumente utilizados para a prática de caça ilegal na zona rural do município.
Para piorar a situação que mancha sua trajetória pública, o relatório policial da época apontou que o agora deputado se exaltou e liderou uma resistência contra a guarnição, incitando os demais envolvidos a desobedecerem as ordens legais dos agentes e a subirem na carroceria de uma caminhonete Hilux para evitar a condução padrão na viatura. O político só conseguiu se livrar da cela após o arbitramento e o pagamento imediato de uma fiança de cinco salários mínimos, demonstrando que a proximidade com o banco dos réus é bem mais real do que o discurso de fiscalizador implacável que ele tenta emplacar no parlamento mato-grossense.
MEMÓRIA CURTA? Deputado que quer fiscalizar o TCE com CPI foi preso em flagrante com arsenal e acessórios de caça em 2021
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