O cenário político de Mato Grosso foi surpreendido pela revelação de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu uma investigação sigilosa contra o ex-governador e atual pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União). A denúncia, trazida a público pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, aponta supostas irregularidades no credenciamento do Banco Master para a realização de empréstimos consignados a servidores públicos do estado. O caso teria começado a partir de desdobramentos da CPI do Crime Organizado, gerando indignação sobre o impacto financeiro sofrido pelo funcionalismo público estadual.
Em comentário contundente nesta última quarta-feira, o jornalista e pré-candidato a deputado federal Antero Paes de Barros repercutiu o escândalo de forma ácida, ironizando que o político já começa a ser apelidado por alguns de "Mauro Master". Antero criticou duramente a velocidade com que os contratos foram firmados e a existência de milhares de reclamações de fraudes, onde servidores alegam descontos em folha sem terem assinado nenhum contrato. O jornalista destacou ainda o movimento do atual governador, Otaviano Pivetta, que determinou que os novos consignados passem a ser operados exclusivamente pelo Banco do Brasil para afastar a pecha de irregularidades.
O comunicador rebateu também as recentes declarações de Mauro Mendes, que prometeu endurecer leis contra calúnia e difamação caso seja eleito a senador em Brasília. Como recomendação ao ex-governador, Antero resgatou a histórica máxima de Ulysses Guimarães sobre a moral da República: "Não roubar, não deixar roubar e pôr na cadeia quem rouba". Para o jornalista, quem adota esse lema como princípio de vida não precisa se preocupar com processos ou ataques à honra, cobrando celeridade e sucesso nas ações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
"Mauro Master"? Antero Paes de Barros repercute investigação do STJ e expõe crise dos consignados em MT
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