O deputado estadual Júlio Campos (União) subiu o tom contra o Ministério Público Estadual (MPE) e afirmou que o órgão precisa “acordar” diante de denúncias e problemas graves em Mato Grosso. A declaração foi dada na última quarta-feira (3), durante entrevista à imprensa.
“Agora, quem precisa acordar é o Ministério Público Estadual, que até agora continua fazendo de sonso. Não se vê uma manifestação. Aquele Ministério Público atuante de quatro, cinco, seis anos atrás, oito anos atrás, não existe mais. Hoje parece que não existe Ministério Público aqui em Mato Grosso. Está muito parado”, disparou.
Júlio cobrou uma postura mais firme dos promotores e disse que o órgão precisa voltar a agir de forma vigilante diante dos fatos graves registrados no Estado.
“Vamos ter que cobrar dos nossos promotores uma atuação mais vigilante com relação aos fatos graves que ocorreram e estão ocorrendo em Mato Grosso”, acrescentou.
Na contramão das críticas ao MPE, Júlio rasgou elogios ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), sob a presidência do conselheiro Sérgio Ricardo. Segundo ele, o órgão deixou de atuar apenas na análise burocrática de prestações de contas e passou a exercer uma fiscalização mais efetiva sobre a aplicação dos recursos públicos.
“Eu fui conselheiro do Tribunal de Contas, e o Tribunal era apenas para analisar papel, prestação de contas no ano seguinte da aplicação do recurso. Hoje, sob a gestão do conselheiro Sérgio Ricardo, o Tribunal de Contas realmente passou a ser algo atuante, vigilante e com a competência que deveria ser o TCE”, afirmou.
Embora não tenha citado casos específicos, a fala ocorre em meio à repercussão de fiscalizações envolvendo a compra de livros didáticos pela Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, caso que envolve milhões de reais em materiais armazenados sem uso e suspeita de desperdício de dinheiro público e também sobre a polêmica da MT-170.
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