O clima nos bastidores do União Brasil em Mato Grosso subiu tanto de temperatura que o partido parece ter trocado as articulações políticas por um roteiro de comédia de duplo sentido. Disposto a tudo para carimbar seu passaporte rumo ao Palácio Paiaguás, o senador Jayme Campos não quis saber de diplomacia e avisou que vai "para o pau" para garantir sua pré-candidatura ao governo. Diante de tanta disposição, resta saber se o senador está pronto para o confronto direto na base do "toma lá, dá cá" ou se a promessa de ir "para o pau" é apenas uma tática para testar a resistência da sua musculatura política perante os correligionários.
Enquanto Jayme se prepara para o que der e vier, seu irmão, o deputado estadual Júlio Campos, preferiu usar a rica mitologia popular para definir o atual momento do ex-governador Mauro Mendes. Segundo Júlio, a situação de Mendes — que também quer o controle da sigla para emplacar Otaviano Pivetta — não é nada confortável após deixar o comando do Estado, estando hoje na célebre "pica do saci". O termômetro político indica que, equilibrar-se em um lugar tão pontiagudo e escorregadio sem perder a compostura, tem sido o maior desafio de equilibrismo da carreira do ex-governador.
Com o prazo final das convenções partidárias batendo à porta, o União Brasil virou um verdadeiro teste de resistência anatômico-política. De um lado, Jayme Campos segue firme e convicto no seu caminho "para o pau"; do outro, Mauro Mendes tenta desesperadamente encontrar uma saída suave para não terminar o processo machucado na base do redemoinho folclórico. Até que as atas sejam assinadas, o eleitorado mato-grossense assiste de camarote para ver quem tem mais fôlego nessa disputa: se quem vai encarar o "pau" com força ou se quem vai conseguir escapar ileso da ponta do saci. Quem viver, verá.
Guerra de Titãs: União Brasil em MT vive impasse entre o “pau” e a “pica do saci”
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