Faltam 56 dias para Mauro Mendes e Virgínia Mendes deixarem o Palácio Paiaguás — e o Mato Grosso voltar a ter esperança

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Faltam 56 dias para Mauro Mendes e Virgínia Mendes deixarem o Palácio Paiaguás — e o Mato Grosso voltar a ter esperança

Faltam 56 dias para o encerramento de um ciclo marcado por arrogância institucional, baixa empatia social e distanciamento da realidade da maioria da população. Ao longo dos últimos anos, o governo Mauro Mendes consolidou uma gestão voltada prioritariamente aos grandes grupos econômicos, enquanto servidores públicos, pequenos empresários e cidadãos comuns viveram sob pressão fiscal, insegurança administrativa e ausência de diálogo. Obras inacabadas, decisões centralizadas e políticas pouco sensíveis às demandas populares ajudaram a construir um ambiente de desalento, no qual o Estado perdeu parte de sua vitalidade social e econômica.

Nesse período, acumulam-se episódios que reforçam esse quadro: a concessão de rodovias com pedágios elevados, o abandono do projeto do VLT entre Cuiabá e Várzea Grande, os impactos ambientais na região da Chapada dos Guimarães, as restrições à pesca no Rio Cuiabá e a construção de um parque bilionário sem ampla consulta popular. Somam-se a isso investimentos concentrados, fragilidades no planejamento e a sensação de que o governo priorizou poucos em detrimento de muitos. A saída do casal do Palácio Paiaguás representa, para grande parte da sociedade, a expectativa de um novo começo. O próximo governo, escolhido pelo voto popular, precisará romper com esse modelo, reconstruir a confiança institucional e recolocar o povo no centro das decisões públicas.