O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, enfrenta uma crise profunda de credibilidade marcada por uma postura recorrente: a negação de responsabilidade diante de escândalos em sua gestão. A estratégia do "não sabia" foi utilizada no grave caso de assédio contra uma servidora no sétimo andar da prefeitura, envolvendo seu ex-chefe de gabinete, e também no recebimento de repasses financeiros suspeitos de um site. O padrão covarde de transferir a culpa se repetiu recentemente no rastro de destruição ambiental na rua Baltazar Navarro Calavaro, onde árvores foram derrubadas sob a justificativa de que a ação foi erro de um servidor desinformado, e na polêmica denúncia sobre uma compra de R$ 80 milhões em livros. Para a opinião pública, o argumento de desconhecimento generalizado virou sinônimo de incompetência, gerando o sentimento de que a capital está atrasando e perdendo dinheiro sob um comando que se recusa a governar de fato.
Diante do rastro de prejuízos e da incapacidade demonstrada pelo prefeito em assumir as rédeas do Palácio Alencastro, a insatisfação popular começou a ecoar de forma contundente no Legislativo municipal. Nos bastidores da Câmara de Cuiabá, o clima político azedou e já se consolida um forte movimento que articula a interrupção do mandato de Abilio antes do tempo. Parlamentares avaliam que uma cidade da importância de Cuiabá não pode ficar à mercê de um gestor que se isenta de todas as crises, e a tese de que "é melhor ele entregar a prefeitura e sair" ganha força como única alternativa para estancar a paralisia administrativa. Deixando o ônus dos erros para os servidores e para o bolso do contribuinte, Brunini derrete na aprovação popular e vê seu isolamento político pavimentar o caminho para uma iminente queda.
"Eu não sabia": A série de omissões que desgasta Abilio Brunini e alimenta especulações por impeachment na Câmara de Cuiabá
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