O Parque Novo Mato Grosso, que segundo estimativas de engenheiros especialistas em obras públicas ouvidos por este blog pode chegar ao custo astronômico de R$ 3 bilhões, tornou-se o maior símbolo do "Apartheid social" e do desperdício de dinheiro público no estado. Localizado estrategicamente em uma área cercada por condomínios de luxo da elite do agronegócio, o empreendimento já apresenta sinais de colapso antes mesmo de sua plena conclusão: o asfalto de acesso, recém-finalizado com cifras milionárias, está sendo engolido por buracos e erosões profundas. Para os técnicos consultados, a rapidez com que a pavimentação se desintegra levanta suspeitas sobre a qualidade do material e a execução da obra, evidenciando que o dinheiro do contribuinte está, literalmente, indo pelo ralo.
A indignação popular é alimentada pelo fato de que o governo, após investir bilhões do erário, entregou a gestão deste complexo faraônico para os "barões da soja" por meio de um chamamento público. O modelo de concessão é visto como uma afronta, já que transfere o controle de um patrimônio de R$ 3 bilhões — construído integralmente com recursos do povo — para a administração privada de bilionários. Enquanto o acesso ao parque se esfarela, o contraste entre a precariedade da obra e a exclusividade do espaço para a elite do agro reforça a denúncia de um governo que prioriza o lazer de uma minoria privilegiada, deixando para a população apenas a conta bilionária e uma infraestrutura que já nasce em ruínas.
ESCÂNDALO DOS R$ 3 BILHÕES: ASFALTO DO "PARQUE DOS BILIONÁRIOS" JÁ DERRETE EM BURACOS
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