Os bastidores políticos de Mato Grosso fervem com uma reviravolta que começa a desenhar um cenário de forte desgaste para o ex-governador Mauro Mendes na disputa ao Senado. O que no início do ano era visto como uma cadeira praticamente garantida, hoje se transformou em uma incógnita alimentada pela bolsa de apostas do estado. O crescimento consistente de adversários de peso como o ex-governador Pedro Taques, o ministro Carlos Fávaro, o deputado federal José Medeiros e a deputada estadual Janaina Riva acendeu o sinal de alerta, diluindo o favoritismo de Mendes e pulverizando as intenções de voto em uma corrida que se tornou totalmente imprevisível.
Para piorar a equação eleitoral, a articulação da chamada "dobradinha familiar" — com o ex-governador tentando o Senado e a ex-primeira-dama Virgínia Mendes buscando uma vaga na Câmara Federal — começa a produzir um indesejado efeito colateral. Longe de somar forças, a estratégia de lançar o casal simultaneamente tem gerado forte resistência popular e críticas sobre a perpetuação de poder dentro de um mesmo clã. Analistas políticos já alertam que a soberba da proposta corre o risco de provocar um "efeito reverso" avassalador, unindo o eleitorado no desejo de despachar ambos os candidatos de volta para casa.
Efeito reverso? O plano ambicioso de clã político em MT que pode terminar com 'basta' das urnas e derrota histórica
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