O ex-governador Pedro Taques utilizou um tom irônico para criticar a forte influência de um mesmo grupo político e empresarial que, segundo ele, comanda as principais decisões e contratos no estado de Mato Grosso. Taques listou os envolvidos usando apelidos no diminutivo — como "Fabinho", "Luizinho", "Cidinho ", "Maurinho" e "Helinho" —, classificando o arranjo como uma "corriola" que age como se o estado tivesse dono. O pré-candidato ao Senado disparou que essas lideranças se revezam no poder e em candidaturas para blindar interesses mútuos e manter o controle da máquina pública.
O desabafo do ex-procurador da República mirou diretamente as relações de parentesco e sociedade que interligam secretários, suplentes e empresários a obras questionadas na Justiça, como o Caso Oi e os contratos da MT-170. Taques desafiou o governador Mauro Mendes a processá-lo pelas declarações, afirmando que o atual chefe do Executivo prefere se "esconder atrás dos inhos" a vir a público explicar o destino de milhões de reais que saíram dos cofres estaduais e foram parar em fundos geridos por pessoas ligadas à sua própria família.
"Corriola dos inhos": Pedro Taques ironiza grupo político de Mauro Mendes e aponta monopólio em MT
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