“Abrimos 555 mercados para que nenhum país do mundo pudesse nos chantagear. Agora precisamos manter isso.” Foi com essa frase que o senador Carlos Fávaro (PSD) deu o tom do grande ato político da coligação “Mato Grosso para Todos”, na noite desta quinta-feira (30), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, diante de 5,5 mil pessoas.
O discurso de Fávaro não se limitou à celebração da unidade partidária. Ele transformou a convenção em um ato de defesa do país. Como ex-ministro da Agricultura e Pecuária, o senador sustentou que a diversificação de mercados que liderou durante a gestão Lula é hoje o principal escudo do agronegócio brasileiro contra a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos. E que manter esse trabalho exige a continuidade do projeto político que o viabilizou, razão pela qual a reeleição do presidente Lula é, na sua avaliação, uma questão de soberania econômica, não apenas de alinhamento partidário.
Mas Fávaro foi além da pauta do agro. Dirigiu-se diretamente aos trabalhadores presentes para dizer que a frente progressista se une também para garantir que as pessoas sejam cuidadas. Falou a pauta do servidor público, da valorização dos salários, do fim da escala 6x1 e do compromisso com quem depende do Estado para ter saúde, educação, segurança e dignidade. “Não adianta abrir mercado lá fora se aqui em Mato Grosso o trabalhador não é respeitado. Essa frente existe para cuidar de todos que trabalham e produzem”, afirmou.
A convenção consolidou a coligação “Mato Grosso para Todos”, formada por oito partidos: PSD, PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede Sustentabilidade. O PSD aprovou o nome da médica Natasha Slhessarenko como candidata ao Governo do Estado, com o advogado Diogo Botelho (PDT) como vice-governador. Para o Senado, Fávaro busca a reeleição tendo como suplentes Alexandre Schenkel liderança do agronegócio que presidiu a AMPA/MT e a Abrapa e Carmen Machado, liderança feminina, servidora pública aposentada e presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso.
Pela primeira vez na história de Mato Grosso, o campo progressista chega a uma eleição sem divisões internas, sem candidaturas paralelas e com chapa completa. A coligação “Mato Grosso para Todos” entra na disputa defendendo a continuidade de um projeto que, segundo Fávaro, já provou seu valor.
“O Brasil melhorou. Agora é hora de fazer mais e fazer fazer mais juntos.”, concluiu.