Com artilharia pesada, ex-prefeito de Cuiabá exige CPIs e apuração de supostos escândalos na gestão estadual

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Com artilharia pesada, ex-prefeito de Cuiabá exige CPIs e apuração de supostos escândalos na gestão estadual

Durante a entrevista, Emanuel Pinheiro subiu o tom contra o que chamou de "período nebuloso" e "cabuloso" das administrações de Mauro Mendes e Otaviano Piveta, apontando uma série de supostos escândalos de corrupção que precisam ser investigados a fundo. O ex-prefeito mencionou casos que ganharam repercussão no Estado, como o "Caso Oi", o esquema dos consignados, contratos da BR-163 e irregularidades em pedágios. Emanuel afirmou que o grupo governista utilizou uma "mídia maçante" contra ele no passado para desviar a atenção da sociedade enquanto supostamente "saqueava" Mato Grosso.
O ataque mais severo foi direcionado à saúde pública estadual, setor que Emanuel classificou como o maior antro de desvios dos últimos oito anos. Ele citou a atual CPI da Saúde na Assembleia Legislativa, criticando duramente a paralisação de hospitais regionais em municípios como Alta Floresta e Juína para beneficiar contratos de UTIs privadas, além de chamar o Hospital Central de "elefante branco". Para Pinheiro, o próximo governador terá a obrigação de passar um "pente fino" nos contratos da saúde e punir os responsáveis pelo que considera um crime contra a vida dos mato-grossenses.