Câmara de Vidro ou Cortina de Fumaça? Paula Calil impõe sessões online para blindar Abílio enquanto oposição é silenciada

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Câmara de Vidro ou Cortina de Fumaça? Paula Calil impõe sessões online para blindar Abílio enquanto oposição é silenciada

A democracia em Cuiabá sofre um duro golpe sob o comando da presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL). Utilizando a reforma do plenário como uma "conveniência técnica", a presidência impôs o formato exclusivamente online para as sessões, uma manobra rasteira que, na prática, retira a população das galerias e isola os vereadores da oposição. Sem o debate presencial e com a Tribuna da Casa do Povo silenciada, a medida serve como um escudo protetor para o prefeito Abílio Brunini, evitando que críticas e cobranças legítimas ganhem eco diante do público. É uma atitude antidemocrática que fere o princípio da transparência pública: enquanto o plenário está em obras, a fiscalização do Executivo parece estar em quarentena.
Essa estratégia de "esconder" o debate ocorre justamente no momento em que o grupo político do prefeito amarga derrotas significativas fora do parlamento. O isolamento de Samantha Iris, descartada pela cúpula da Assembleia de Deus (COMADEMAT) para 2026, mostra que nem mesmo a base religiosa aceita mais o estilo impositivo da atual gestão. Ao trocar o contato direto com o cidadão por telas de computador, Paula Calil não apenas foge do enfrentamento político, mas desrespeita o eleitor cuiabano, transformando o Legislativo em um anexo virtual dos interesses do Palácio Alencastro. Transparência não se faz com Wi-Fi, se faz com portas abertas e tribuna livre.