Bomba na Saúde: CPI revela que R$ 1 bilhão foi pago sem licitação no Governo Mauro Mendes"

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Bomba na Saúde: CPI revela que R$ 1 bilhão foi pago sem licitação no Governo Mauro Mendes"

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, liderada pelo deputado estadual Wilson Santos, trouxe à tona dados alarmantes que colocam a gestão da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) sob os holofotes. Segundo levantamento minucioso apresentado durante a oitiva de auditores da Controladoria-Geral do Estado (CGE), mais de R$ 1 bilhão foi transferido a empresas privadas através de pagamentos indenizatórios entre 2020 e 2025. Essa modalidade, que deveria ser uma exceção jurídica para emergências, tornou-se a regra absoluta dentro da pasta.
O deputado Wilson Santos demonstrou, através de gráficos e dados técnicos, que o volume de pagamentos realizados sem cobertura contratual ou processo licitatório disparou após o período da pandemia. Enquanto em 2021 o índice de indenizatórios era de 18%, a partir de 2022 os números saltaram para quase 70%. Na prática, isso significa que o Estado escolheu empresas a "bel-prazer", permitindo que os próprios fornecedores definissem preços sem qualquer concorrência ou transparência pública.
A investigação focou em um grupo de 18 empresas que faturaram, juntas, impressionantes R$ 1,78 bilhão. O que mais causa estranheza aos membros da CPI é que, mesmo após o fim da crise sanitária da Covid-19, o governo Mauro Mendes manteve a prática de dispensar licitações. O deputado Wilson Santos classificou a situação como uma "hemorragia de dinheiro público", apontando que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2019 está sendo usado como um "salvo-conduto" eterno para burlar as leis de controle.
Durante o depoimento da auditora Cristiane Marques Dias, ficou evidenciado que a CGE já emitia alertas sobre o conluio entre empresas e confusão societária desde 2019. Empresas envolvidas na "Operação Espelho", acusadas de fraudar plantões e superfaturar serviços, continuaram recebendo cifras milionárias por via indenizatória. A CPI agora busca entender por que as recomendações dos órgãos de controle foram sistematicamente ignoradas pela cúpula da Saúde do Estado.
O desdobramento da CPI da Saúde promete balançar as estruturas do Centro Político Administrativo. Com a ampliação do escopo da investigação para os anos de 2024 e 2025, o deputado Wilson Santos sinaliza que não descansará até que o destino de cada centavo retirado dos impostos do cidadão mato-grossense seja devidamente explicado e, em caso de irregularidades, os responsáveis sejam punidos.