Absurdo em Cuiabá: Chefe de Gabinete da Cultura obriga servidores a pagar por jardineiros e ainda manda limpar rua no aniversário de Cuiabá para agradar prefeito Abílio”

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Absurdo em Cuiabá: Chefe de Gabinete da Cultura obriga servidores a pagar por jardineiros e ainda manda limpar rua no aniversário de Cuiabá para agradar prefeito Abílio”

Em um grupo de mensagens (print’s no final da matéria) da Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá, a chefe de gabinete Dione Duarte de Oliveira Camargo Rocha articulou uma “vaquinha” entre servidores para pagar do próprio bolso a contratação de jardineiros que ajudariam na limpeza de um espaço público. O valor? R$ 500 por profissional. A justificativa? Ajudar o secretário e agradar o prefeito Abílio Júnior. O mais grave: quem se calou foi considerado automaticamente de acordo com a proposta, o que revela um tipo de coerção moral no ambiente de trabalho.

O caso escancara práticas que podem configurar assédio moral, desvio de função e exposição dos trabalhadores a condições insalubres, sem qualquer tipo de equipamento de proteção ou treinamento adequado. É inaceitável que uma chefia hierárquica exija de servidores — que têm funções técnicas específicas — o pagamento e execução de tarefas que cabem aos garis e à equipe de limpeza urbana. Não se trata de ajudar, mas de distorcer completamente o papel do servidor público.

Limpeza urbana é um serviço essencial, e quem o executa merece respeito, estrutura, salário digno e condições adequadas. Porém, quando a própria Prefeitura transfere essa responsabilidade para funcionários de outras áreas — e ainda cobra por isso — estamos diante de um modelo de gestão amador, autoritário e que banaliza o serviço público. O prefeito Abílio, conhecido por sua falta de preparo e atitudes populistas, transforma um ato de gestão em uma gincana de humilhação coletiva.

Os servidores já contribuem com seu trabalho, seus impostos e seus deveres cívicos. Não cabe à Prefeitura repassar mais esse custo aos próprios trabalhadores. O dinheiro do IPTU, taxa de lixo que o Prefeito manteve, pago por todos os cidadãos cuiabanos, tem como finalidade justamente a manutenção da cidade limpa. O que vemos, no entanto, é a institucionalização da gambiarra, da improvisação forçada e da submissão dos servidores à lógica do “quem cala, consente”. Isso não é gestão pública — é desrespeito institucionalizado.