O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, volta a desrespeitar a confiança dos eleitores e comete mais um ato de estelionato eleitoral ao anunciar que não vai mais criar a Guarda Civil Municipal – promessa central de sua campanha em 2024. Na época, Abílio garantiu que implantaria o serviço ainda no primeiro ano de gestão, com edital prevendo a contratação de ao menos 100 agentes. Não fez nenhuma menção a condicionantes jurídicas ou decisões do Supremo Tribunal Federal.
Agora, na maior cara de pau, tenta jogar a responsabilidade no STF, alegando que uma decisão da Corte — que ampliou os poderes da guarda municipal, equiparando sua atuação à da Polícia Militar — inviabiliza financeiramente a criação da corporação. O prefeito alega que isso geraria custos não previstos, formação policial e estrutura que o município não teria condições de bancar. Uma desculpa esfarrapada, usada para esconder a total falta de planejamento, compromisso e seriedade.
É mais um capítulo da série de mentiras que marcaram a carreira política de Abílio. O mesmo Abílio que disse que não nomearia parentes de vereadores, mas nomeou. Que prometeu acabar com a taxa de lixo, mas criou uma nova. Que se elegeu surfando em fake news e ataques pessoais, e hoje governa com arrogância, despreparo e um time que envergonha a capital. Para completar o pacote do vexame, escolheu como líder na Câmara um vereador conhecido por polêmicas, como o episódio da “loira da previdência”, alguém sem preparo ou estatura moral para a função.
A realidade é dura, mas precisa ser dita: Abílio não tem projeto de governo, não tem respeito ao voto e governa como um estagiário mimado, terceirizando promessas e culpando outros pelos compromissos que ele mesmo assumiu com a população. Falta-lhe equilíbrio emocional, maturidade política e qualquer traço de grandeza que se espera de alguém que ocupa o cargo de prefeito. Seu padrinho político, o governador Mauro Mendes, parece ter ensinado direitinho a arte de prometer só para ganhar a eleição — e depois, abandonar o povo à própria sorte.
A desistência da Guarda Municipal é um tapa na cara da população que acreditou em mais segurança e em um governo comprometido. Cuiabá não merece esse abandono. E o mínimo que se espera de quem senta na cadeira de prefeito é responsabilidade — não desculpas esfarrapadas.
Mas diante de tanto desrespeito, mentira e despreparo, agora só nos resta rezar.