O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), resolveu mirar no deputado federal Emanuelzinho (PSD), mas o disparo político teve efeito bumerangue. Ao atacar o parlamentar por pedir votos para aliados de Lula, Abilio abriu a porteira para uma resposta sem anestesia. Emanuelzinho não desperdiçou a oportunidade e foi para cima.
O deputado recorreu às redes sociais e comparou o período em que os dois dividiram a bancada federal. “Enquanto você fazia videozinho pra TikTok, eu fazia entregas. Enquanto você caçava likes, eu buscava resultados”, disparou.
Para sustentar a provocação, Emanuelzinho apresentou uma espécie de prestação de contas: citou a defesa do fim da escala 6x1, a relatoria da isenção do Imposto de Renda para trabalhadores, sua atuação na criminalização da misoginia, a defesa do Pix e a viabilização de mais de 3 mil moradias para famílias mato-grossenses.
Mas guardou o veneno para o diagnóstico sobre o adversário. Acusou Abilio de transformar a política em espetáculo e usar a ideologia como “cortina de fumaça” para esconder a própria incompetência.
“Eu não fui eleito pra lacrar, eu fui eleito pra trabalhar. Você coleciona likes, eu coleciono resultados. Você vende indignação, eu entrego solução”, detonou.
E a invertida não veio apenas de Emanuelzinho. O deputado estadual Wilson Santos também entrou em campo pelas redes sociais para rebater declarações do prefeito sobre sua atuação.
No fim, Abilio tentou colocar Emanuelzinho contra as cordas e acabou entregando ao adversário o ringue, o microfone e a oportunidade de comparar currículos. O prefeito conhece como poucos a receita da política feita para viralizar: câmera ligada, indignação na medida e adversário escolhido. Só esqueceu de um detalhe básico: nas redes, o alvo também responde.
E respondeu.
O velho ditado continua sobrevivendo a TikTok, Instagram, reels e algoritmos: quem fala o que quer acaba ouvindo o que não gostaria. A diferença é que, antigamente, a invertida morria na roda de conversa. Hoje, ela também viraliza.