Empresário ligado à Coplan é denunciado por violência doméstica contra ex-esposa e toma medida protetiva

· 3 minutos de leitura
Empresário ligado à Coplan é denunciado por violência doméstica contra ex-esposa e toma medida protetiva

O empresário Paulo Felipe Lenzi, administrador da Coplan Gestão em Tecnologia, tornou-se alvo de medidas protetivas de urgência após sua ex-esposa procurar a Polícia Civil e relatar episódios de violência doméstica ocorridos no contexto de uma relação que, segundo os autos, durou aproximadamente duas décadas.

A denúncia deu origem a um boletim de ocorrência registrado na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá. No documento policial, Paulo Felipe aparece como suspeito em ocorrência enquadrada no artigo 147-B do Código Penal, que trata de violência psicológica contra a mulher. 

O caso chegou à 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, que analisou o pedido de proteção apresentado pela ex-esposa.

Na decisão judicial, o magistrado considerou que, naquele estágio do processo, havia elementos suficientes para reconhecer prática de violência de gênero e situação de risco que justificava a concessão urgente de medidas protetivas.

 Relato aponta pressão, intimidação e entrada na residência

Segundo o relato reproduzido na própria decisão judicial, o casal manteve relacionamento por aproximadamente 20 anos, sendo 18 anos de casamento, e estava separado havia cerca de quatro anos.

A ex-esposa declarou a autoridade policial que teria sofrido diferentes formas de violência durante o relacionamento.

Um dos episódios destacados nos autos teria ocorrido em 21 de agosto de 2026. Conforme o depoimento registrado no processo, Paulo Felipe teria entrado no condomínio onde a ex-esposa reside e acessado sua casa enquanto ela estava trabalhando, mesmo depois de a administração do condomínio ter sido solicitada a restringir seu acesso.

A mulher também afirmou à Justiça que o empresário estaria pressionando-a para deixar o imóvel onde reside, sob o argumento de que seria necessário vendê-lo.

Outro ponto grave apresentado à Justiça diz respeito à interrupção do fornecimento de água da residência. A mulher declarou que o corte teria sido provocado intencionalmente como forma de pressioná-la a deixar o imóvel. 

A ex-esposa relatou ainda sentir medo do empresário e afirmou que, durante o casamento, ele teria instalado rastreador em seu veículo e a perseguido. Também declarou sentir-se fragilizada e intimidada diante da situação.

 

Justiça apontou situação de risco

Ao examinar o pedido, a decisão judicial foi além do simples registro das acusações e avaliou os elementos apresentados.

 

O magistrado consignou que, nessa fase inicial, os documentos indicavam violência doméstica e familiar contra a mulher e registrou a existência de prática de violência de gênero.

 

A decisão também destacou que os fatos narrados demonstravam uma situação de risco à ex-esposa, justificando a concessão urgente das medidas destinadas a protegê-la de eventuais novas investidas.

 

Com isso, a Justiça deferiu medidas protetivas de urgência.

 

Entre as determinações, Paulo Felipe ficou proibido de se aproximar da ex-esposa, familiares e testemunhas, devendo observar distância mínima de 500 metros, ressalvadas as questões relacionadas aos filhos previstas na própria decisão.

 

Também foi proibido de manter contato com a ex-esposa, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação e de frequentar a residência dela, além de outros locais relacionados à sua rotina.

 

A Justiça autorizou ainda à mulher a utilização do aplicativo SOS Mulher MT, com botão do pânico. 

Materialde referência geográfica

 

Empresário deverá participar de grupo reflexivo

A decisão também recomendou o comparecimento de Paulo Felipe ao grupo reflexivo “Papo de Homem para Homem”, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, iniciativa voltada à conscientização de homens envolvidos em situações de violência doméstica.

 

O empresário foi advertido judicialmente de que as medidas deverão ser integralmente cumpridas enquanto persistir a situação de risco. A própria decisão ressalta que eventual descumprimento poderá levar à adoção de providências mais severas.

 

Esse ponto é relevante porque demonstra que o juízo examinou individualmente as providências requeridas, concedendo aquelas consideradas necessárias para a proteção imediata da mulher.

 

Coplan atua no setor de tecnologia

Paulo Felipe Lenzi consta atualmente em bases empresariais como administrador da Coplan Gestão em Tecnologia Ltda., companhia sediada em Cuiabá e voltada ao desenvolvimento e licenciamento de softwares. A própria empresa se apresenta como especializada em soluções tecnológicas para gestão pública. 

LocalGuides e de cidades

 

Registros empresariais consultados indicam que a companhia foi constituída em 2005 e mantém sua situação cadastral ativa.

 

Documentos públicos também registram Paulo Felipe Lenzi como representante da Coplan em relações contratuais com órgãos públicos de Mato Grosso.

 

Caso segue sob apuração

A decisão judicial demonstra que os relatos e elementos apresentados foram considerados suficientemente relevantes, nesta fase, para justificar a intervenção imediata do Estado e a imposição de restrições destinadas à proteção da ex-esposa.